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quarta-feira, 29 de abril de 2009

7º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Apontado como um dos melhores festivais do gênero no país e considerado um dos melhores festivais de jazz do mundo, de acordo com o ranking da revista Down Beat - a bíblia do jazz. O "Rio das Ostras Jazz & Blues Festival" chega à sétima edição. O festival acontece de 10 a 14 de junho em Rio das Ostras, balneário a 170 km do Rio de Janeiro. Os shows são gratuitos e acontecem em três palcos: Praia da Tartaruga, Lagoa de Iriry e na Cidade do Jazz e do Blues, em Costazul.

A programação de shows para esse ano traz artistas consagrados como:

Spyro Gyra
John Hammond Quartet
Coco Montoya
The Bad Plus c/ Wendy Lewis
Rudder
Jason Miles - Tributo à Miles Davis
Duofel c/ Fábio Pascoal
Pau Brasil
Jefferson Gonçalves Blues Band
Ari Borger
Big Time Orchestra
Orquestra Kuarup

Histórico do festival:

O Rio das Ostras Jazz & Blues é considerado um dos melhores festivais de jazz do mundo, em 2007 o festival reuniu na Cidade do Jazz e do Blues, em Costazul, um público de aproximadamente 60 mil pessoas, e contou com músicos internacionais consagrados e representantes da nova geração, como Roben Ford, Ravi Coltrane, Roy Rogers, Michael Hill, Stefon Harris e Soulive.

Entre os artistas nacionais, o destaque ficou por conta de feras como Hamilton de Holanda, Dom Salvador, Luciana Souza, Romero Lubambo e Naná Vasconcelos. A Dixie Square Jazz Band, liderada por Marcos Vital, entusiasmou o público e percorreu os principais pontos da cidade, executando standards do jazz de New Orleans.

Outros artistas que já passaram pelo festival:

Jonh Scofield
Mike Stern
Stanley Jordan
Kenny Brown
James Carter
Jane Monheit
Márcio Montarroyos
Yamandú Costa
Egberto Gismonti
Wagner Tiso
Ithamara Koorax
Léo Gandelman

O 7º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, além dos shows nos palcos de Costazul, Tartaruga e Lagoa do Iriry, traz novamente a festejada Dixie Square Jazz Band, percorrendo os principais pontos da cidade e os palcos, executando standards do jazz de New Orleans, as apresentações do grupo resgatam uma tradição musical do sul dos Estados Unidos.

Outra atração é a Casa do Jazz & Blues, em Costazul, espaço onde haverá exposição de fotos e biografias dos artistas mais importantes do jazz e do blues, além da exibição de documentários sobre música. A infra-estrutura de Costazul contará, além do palco principal, com uma praça de alimentação com restaurantes, um telão que transmitirá os shows ao vivo e um ponto de venda de CDs, revistas e camisetas.

Apresentando músicos experientes e jovens, tradição e inovação, técnica e improviso, o 7 º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival revela a sofisticação melódica do jazz e a força rítmica do blues. Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 14:15 horas (Lagoa do Iriry), 17:15 horas (Tartaruga) e 20 horas (Costazul).

Tudo isso gratuito e ao ar livre, tendo o mar como pano de fundo, na Praia da Tartaruga por exemplo, o público assiste aos shows sob o pôr do-sol, o palco é montado sobre uma pedra que literalmente, invade o mar.

O entrosamento perfeito entre a música, o público e a natureza é um dos segredos do sucesso do festival.

"Em frente ao mar, vendo as ondas batendo nas pedras, eu me senti abençoado e cantei para Iemanjá", destacou Paul Toussaint, vocalista da banda Soulive, em entrevista ao jornal O Globo.

Comecem logo a se programar, pois vale muito a pena ir a um festival desse nível.

Mais informações no site oficial do festival:

http://www.riodasostrasjazzeblues.com/pt/index.php

domingo, 26 de abril de 2009

Wes Montgomery - Talkin' Verve: The Roots of Acid Jazz


Essa coletânea reune as melhores músicas desse grande guitarrista de jazz que foi referência para guitarristas como George Benson, Pat Metheny entre outros.

Wes Montgomery desenvolveu um estilo único de dedilhado com o polegar, sem usar a palheta, que se tornaria a sua marca registrada, bem como um modo de tocar em oitavas, o que tornava a sua guitarra mais expressiva e melodiosa.

Muitos guitarristas do jazz atual nomeiam Wes como uma das suas principais influências, ele definiu aquela que viria a ser a sonoridade clássica da guitarra de jazz nos anos 60. Destaque para as faixas "Bumpin On Sunset" e "Bumpin".

Confira: http://rapidshare.com/files/225831355/Wes_Montgomery_-_The_Roots_Of_Acid_Jazz.rar

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O jazz do além-mar

Brasil não é só Samba e Portugal não é só Fado. Do outro lado do atlântico aquele que é considerado o nosso país irmão em termos de língua portuguesa, há muitos anos mantém uma conexão ativa com o jazz e continua ainda hoje a reunir esforços para garantir presença no circuito europeu.
Mas o beat americano em Portugal não chegou por acaso. Em 1971 Quando Miles Davis pisou pela primeira vez em terras lusas para tocar no Cascais festival, ele veio pelo intermédio de Luís Villas-Boas, figura chave na propagação do jazz neste país. Foi ele que abriu portas à imigração do jazz, primeiro através do programa "Hot Clube" estreado em 1945 e trasmitido pela emissora Rádio Clube Português e depois através de concertos e festivais que realizou, sendo o mais promissor deles o festival de Cascais estreiado nos anos 70, resultado de uma parceria com o produtor musical do Jazz Newport na época George Wein.
No rádio Villas-Boas costumava não só apresentar uma seleção musical apurada. Dedicava-se também a educar jazzísticamente o ouvinte, onde explicava, por exemplo, o que era o boogie-woogie e o jazz-samba. Enquanto escritor procurava desmitificar o racismo de alguns portugueses que costumavam desvalorizar o jazz e associà-lo a música de "pretos"*.
Desde 1945 quando se ouviu falar no primeiro programa jazz em Portugal até o ano de sua morte em 1999 foram mais de 50 anos dedicados a este estilo. No decorrer deste percurso Villas-Boas encontrou outros parceiros que merecem ser mencionados: João Braga, Hugo Lourenço e Duarte Mendonça. Este último trouxe para Portugal mais de 1000 músicos de jazz ao longo dos festivais Cascais Jazz, Galp Jazz e selou a iniciativa do Projazz.
Hoje quem visita Portugal, em especial Lisboa, nota que o circuito atual do jazz passa muito pelas contribuições deixadas por Villas-Boas. O "Hot Clube" primeira casa de jazz sediada na capital, que completa este ano o sexagésimo primeiro aniversário, já foi palco para muitos músicos europeus tocarem. Além disso mantém a Escola de música por onde passaram nomes do jazz português, a exemplo de André Sousa Machado, Bernardo Moreira, Carlos Martins, Filipe Melo, Laurent Filipe, Mário Laginha e Maria João.
Quanto aos festivais, Portugal está bem servido. Praticamente existem festivais nos principais estados como Braga, Guimarães e alguns de nomes como o Xôpana Jazz, Estoril Jazz, Angra Jazz, Jazz em Agosto este sediado em Lisboa. Para além do festivais a gravadora Clean Feed, a revista Jazz.pt, blogs e sites complementam o universo luso jazzístico.
Mas o beat americano nas terras de Dom Pedro I e Marquês de Pombal divide opiniões quando o assunto é definir uma identidade para o jazz português. No caso do Brasil, quando se fala em jazz há uma associação nítida por parte dos músicos e também dos críticos em mencionar a Bossa Nova, Música Instrumental e Ritmos Regionais. Em Portugal, os músicos de jazz tendem a buscar suas identidades individuais e coletivas, no entanto, muitas vezes chegam a ficar enclausurados em si próprios.

Por outro lado, sendo Portugal um país de imigração e emigração contínua, esse mesmo fluxo antropológico também ocorre no jazz. Há muitos músicos portugueses que vão encontrar o jazz no "gumbo" americano e muitos músicos americanos e europeus que vão para Portugal trocar experiências. Nesse sentido, a discussão em torno do jazz tocado em Portugal passa pelo intercâmbio cultural, fluxos e influxos onde a caracterização da identidade tende a ficar mais longe, o que não significa menos original.
* Do livro "O Jazz Segundo Villas-Boas" de João Moreira dos Santos.

sábado, 18 de abril de 2009

Marcus Roberts - The Collected (1998)


Pianista preferido de Wynton Marsalis, com o qual já gravou dezenas de álbuns, Marcus Roberts é como seu mentor, tradicionalista ao extremo quando o assunto é jazz, tem o estilo clássico dos pianistas dos anos 40 e 50, e um talento fora do comum, ainda mais por se tratar de um pianista cego, mal que adquiriu ainda muito jovem.

Além de tocar e gravar constantemente com Marsalis, ele mantém seu próprio trio desde 1993, e possui uma vasta e bela discografia solo desde 1988, quando gravou seu primeiro álbum, "The Truth Is Spoken Here".

Também atua diretamente no Jazz Lincoln Center em NY, um centro cultural criado e fundado por Marsalis, onde participa na maior parte das atividades como compositor, intérprete ou professor.

Participou recentemente com o seu trio em um concerto memorável com a Orquestra Filarmônica de Berlim, uma das mais conceituadas do mundo, e regida pelo maestro Seiji Osawa, esse grande encontro do jazz com a música clássica aconteceu ao ar livre, e para milhares de pessoas, que ficaram fascinadas com as improvisações de Roberts (A Gershwin Night -2003)

The Collected é uma ótima coletânea com o melhor desse grande pianista, com músicas de 88 a 97, inclusive com o formidável trompete de Marsalis em algumas faixas. Boa Audição!

Confira: http://rapidshare.com/files/222819687/Marcus_Roberts_-_The_Collected.rar

terça-feira, 14 de abril de 2009

Fabinho Costa - Performance (2007)


"Performance" é o primeiro trabalho solo e independente desse competente trompetista recifense, que com muita sofisticação e simplicidade, vem conquistando espaço no cenário de música instrumental do Brasil e do mundo.
Fabinho Costa já tocou e gravou com grandes músicos brasileiros e internacionais, tais como Sivuca, João Donato, Paulo Moura, Di Stéffano, Kenny Brown, Andrew Scott Potter entre outros, é já participou de inúmeros festivais, com destaque para o Montreux Jazz Festival de 2007 na Suíça.
Com esse delicioso álbum, que vai do jazz-funk ao blues, sem perder a brasilidade, ele se coloca de vez entre os melhores trompetistas do país. Dono de um talento nato, e com um toque muito refinado, cheio de suingue, esse jovem e promissor trompetista não poderia ter uma estreia melhor, e com uma banda de primeira, com direito a participações especiais do grande baixista Arthur Maia e do Maestro Edson Rodrigues no Sax Alto.
Fabinho abre o disco com um trompete nervoso e técnico, depois cai num jazz-funk gostoso, e tudo isso apenas na primeira faixa do disco, "Funk Davis", numa clara homenagem ao grande Miles Davis. Destaque também para a lírica "Vida Maria", e para as sensacionais "Spião", com o baixão de Arthur Maia arrepiando, e "Mister Tony" com o sax de Edson Rodrigues.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Rick Braun - Body And Soul (1997)

Para quem curte smooth-jazz é essencial conhecer esse excelente trompetista, Rick Braun tem todos os requisitos de um virtuose do trompete, possui uma sonoridade limpa e impecável, com um fraseado simples e objetivo. Esse disco é de 97 e conta ainda com a participação do grande saxofonista Boney James, grande parceiro de Braun, destaque para as faixas "Notorious", "Dark Eyes" e "Angel". O som é muito relax e o cara toca muito, lembrando muito Miles Davis nos seus últimos trabalhos.

Confira: http://rapidshare.com/files/219756599/Body_and_Soul.rar

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Jazz

Jass, Jas, Jaz, Jasz, Jazz - A palavra é tão enigmática quanto a música, são quatro letras, e sua origem etimologica se perde em lendas, aparecendo impressa pela primeira vez num jornal da Califórnia em "1914".
Existe muita discussão e várias versões sobre o significado da palavra “JAZZ”, alguns defendem sua origem num termo africano, cujo significado seria "acelerar", outros dizem que vem do francês “JASER”, cujo significado seria “falar coisas indiscretas, tagarelar”.
Quanto ao ritmo, foi criado pelos negros americanos em Nova Orleans por volta do ínicio do século XX, tendo na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam, um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes.
Sua principal característica é a "improvisação", claramente seu elemento essencial, com músicos interpretando de forma peculiar, variações de uma mesma música, nunca a tocando exatamente da mesma forma mais de uma vez, e dependendo do humor e da experiência pessoal do intérprete, da interação com os outros músicos, ou mesmo com o público, ele pode alterar melodias e harmonias da maneira que achar melhor, com total liberdade de criação e com diferentes possibilidades musicais.
Considerado o gênero musical mais importante do século XX, o jazz não é só um ritmo sofisticado e dinâmico, é também um estilo de vida, e como na vida real, não para de inovar, improvisando fusões numa busca constante pelo novo.
Texto baseado no livro "O Que É Jazz " de Roberto Muggiati