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quarta-feira, 11 de março de 2009

Lendas do Piano Jazz

Lendas do piano jazz e sobre os músicos de jazz que atravessaram décadas e ainda têm histórias para "tocar"? A lista é grande mas limitada, curiosamente os pianistas são maioria entre os sobreviventes: Herbie Hancock, David Brubeck, Chick Corea, Keith Jarret, McCoy Tyner...seria o piano menos nocivo aos músicos de jazz? se Charlie Parker tivesse sido um pianista será que ele ainda estaria vivo?

Mas, afirmar que o piano seria menos nocivo do que outros instrumentos tem algo de verdade, de acordo com relatos de alguns estudiosos do jazz, o piano simbolicamente não fazia parte do estilo já que o instrumento esteve ligado às elites brancas européias e americanas, e lá pelos anos 20, 30, somente as familias nobres possuiam piano em casa.

Alguns crioulos sabiam tocar piano e em parte eles foram os responsáveis por introduzir o piano no jazz. Antropologicamente falando, alguns dizem que o jazz , a música jazz ligada ao nome, nasceu da mistura entre negros e crioulos, já que com a Lei de Jim Crow (que trata de introduzir o apartheid americano) os crioulos passam a ser considerados negros, libertam-se musicalmente e juntam-se aos negros para improvisarem e tocarem aquilo que se chamaria jazz.

Conta a história que muitos músicos negros não encontravam no piano a sua identidade jazz, que segundo eles estariam nos instrumentos de metais. É no sax ou no trompete que para eles existe uma maior proximidade, maior liberdade do jazzman. Sem falar que os intrumentos de sopro no jazz, a respeito do piano, são melódicos, o que contribui para uma exploração de um feeling pessoal no hora de tocar o instrumento, tornando-o músico por alguma razão mais nostálgico.

Mito ou conspiração, isso pode explicar o porquê alguns jazzman se drogavam mais do que outros, eram mais nostalgicos e deprimidos do que outros, enfim, talvez se não Freud, mas Chet Baker explica.

Por Flávia do blog En Passant





http://enpassando.blogspot.com/

2 comentários:

vinicius disse...

bom o enxerto. eu sou aprendiz do saxofone e tive pensando que nos tempos em que ando mais dedicado, estudando com afinco e privações, notei que torno-me mais terno, sombrio e brando. sinto-me inebriado de uma tristeza e fado que descem sobre mim e, que anteriormente, não me assoitavam.
o estudo de um instrumento de sopro e para o estudo do jazz, que é sobre o que posso opinar, é realmente algo muito pesado. não é pra qualquer um.

muito bacana o texto e a reflexao, capturou os fatos muito bem.
tudo de bom

Bastafalar disse...

Nossa, muito bacana. Adora histórias da música negra americana. Sou um amante da música nacional. Mas gosto muito de conhecer as raizes das músicas de hoje. Parabéns.

Boa sorte na vida!