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"O objetivo desse blog é compartilhar boa música"

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dave Douglas - Soul on Soul (2000)



"Soul on Soul" é sem sombra de dúvida o melhor trabalho desse grande trompetista norte-americano, o disco é uma homenagem ao compositor e pianista "Mary Lou Williams", com arranjos originais para o sexteto de Douglas, que conta entre outros, com o pianista "Uri Caine". O álbum recebeu grandes elogios da crítica especializada, e foi escolhido pela revista "Down Beat" como o melhor álbum de jazz do ano.

Confira: http://rapidshare.com/files/308521301/Dave_Douglas_-_Soul_On_Soul.rar

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Jazz escandinavo


Não foi na Europa que o Jazz teve o seu boom inicial, mas, foi neste território onde o estilo migrou com mais força sendo os países europeus consumidores secundários do jazz principalmente após a gravação dos Dixieland Band em 1917. Ainda que cada país do velho mundo tenha uma historia particular em relação ao jazz, é na Escandinávia que o estilo encontra uma teoria particular. O chamado"Nordic Tone" é algo que muitos tendem a definir como um sopro frio que vem de muito distante.
O fator climático desta parte do continente se traduz em metáfora estética para definir o resultado de uma obra artística e com isto dizer que ela é assim mais sombria e fechada. No cinema, o suéco Ingmar Bergman fez notar isto através da exploração dramática dos personagens, cuja trama pessoal era sempre muito claustrofóbica.
No caso do Jazz o lado sombrio se sobressai pelas notas longas e intensas melodias aliadas as notas graves, uma espécie de Carmina Burana do jazz. Os Sten Sandell trio da Suécia é um bom exemplo disto. Piano, órgão, percussão liderados por Gush, Mats Gustafsson e Raymond Strid, o trio consegue sintetizar esta aura sombria do Nordic Tone no Jazz.
O saxofonista norueguês Jan Garbarek é um dos músicos que explora bastante este tom nórdico utilizando também elementos do folk tradicional dos países escandinavos. Nos anos 70, Garbarek integrou o "Europen Quartet" liderado por Keith Jarrett num periódo onde o pós-bop estava em alta. Garbarek é uma figura ímpar do Jazz nórdico. Experimentou um pouco de cada estilo dando sempre espaço à sua liberdade interpretativa e identidade musical. Integrou outras formações, nomeadamente o Triptykon, o trio que revelou o baterista Edward Vesala um grande nome da cena free jazz escadinava dos anos 60.
O sopro frio e sombrio dos países nórdicos se generalizados transformam-se num simbolismo limitado associado ao jazz desta parte do globo, mas que por outro lado não deixar de ser verdade já que quase sempre esta característica está presente. Alexi Tuomarila e Tord Gustavsen dois célebres pianistas atuais são músicos que mesmo de uma geração mais recente trazem em cada nota que tocam esta herança cultural. As excessões existem, ao exemplo dos músicos Nils Petter e Eivind Aarset e mesmo os Fredrik Nordstrom Quintet que vi tocar em Lisboa, ainda sim o tal tom está lá.
Mas o fato é que "Nordic Tone" parece ser um movimento espontâneo onde os músicos procuram estar associados a sua matriz musical geográfica, tal e qual fizeram os jazzístas de New Orleans ou os Bluesman de Chicago. O que no fundo é muito natural já que a música jazz há muito tempo está globalizada e o resultado disto são as várias "glocalizações" do estilo ou "glotonizações" para usar um neologismo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aloysio Campos da Paz Jr - Para Você Dançar (2008)


Doutor trompetista ou trompetista doutor ???
Bem, isso não importa muito, e sim a paixão que esse renomado médico, fundador e diretor da Rede Sarah de hospitais, tem pelo "trompete", paixão que vem desde a sua juventude no Rio de Janeiro, onde viu nascer a Bossa-Nova, e por ela se encantou.

O resultado está nesse refinado e excelente álbum independente, onde Aloysio coloca pra fora toda a influência que tem daqueles bons tempos, e com seu trompete, encanta os amantes da boa música, com versões bem jazzísticas de belas canções consagradas do seu tempo.

A produção do disco é impecável, foi gravado em Brasília entre os anos de 2007 e 2008, e conta com talentosos músicos locais, como o pianista Renato Vasconcellos, o baixista Oswaldo Amorim, o baterista e percurssionista Leander Motta, e ainda participações muito especiais da Osquestra de Cordas da Universidade de Brasília, do trompetista Moisés Alves, do guitarrista e violonista Paulo André, do sax-tenororista Bruno Medina, e por fim, uma participação mais que especial de Isabella Paz, filha de Aloysio, onde em "A Cor do Pecado", a única faixa cantada do disco, mostra com a sua voz forte e aveludada, que talento e veia artística é uma coisa que vem de berço. Não deixem de conferir!!!

Obs: esse álbum não foi feito para fins comerciais e por isso pode ser baixado e distribuído livremente.

Confira: http://rapidshare.com/files/298373122/Aloysio_Campos_da_Paz_Jr.rar

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Jazz e Quadrinhos

Uma ótima combinação, para quem curte as duas coisas, mas tem de ser experimentada na prática, ou seja leitura com uma música de fundo. Para os mais sofisticados, vinho ou whisky cigarrilhas, charutos e afins.

A verdade é que o jazz contagiou muitos quadrinistas e estes por sua vez refletiram nos desenhos a paixão pelo estilo. O americano Robert Crumb criador do gato Fritz foi um deles. Crumb há mais de 20 anos começou com sua externsa coleção de Vinis de Blues e Jazz. Desde então passou a desenhar em homenagem aos mestres do Blues. Em "Os Herois do Blues" Crumb conta a história de Charlie Patton além desta o livro traz histórias que Crumb foi construindo através dos anos, que mostram e criticam as evoluções da música popular através do século XX. A editora Conrad do Brasil editou este livro que se chama Blues. Vale a pena pois é uma compilação desta e outras histórias reunidas nesta edição.

Outra novidade também lançada no Brasil pela Editora LP&M é o trabalho do argentino Muñoz-Sampayo sobre a Billie Holiday.

Em outras línguas há trabalhos de quadrinistas que se tornaram clássicos ao exemplo do belga Louis Joos. Nos anos 80 ele começou os primeiros esboços sobre pianista Thelounius Monk e depois sobre Charles Mingus.

Na Itália onde o jazz sempre esteve em efervescência, a cena dos quadrinhos também é muito forte. Recentemente li o livro do Paolo Parisi, Coltrane. A obra traz as impressões pessoais do autor sobre a obra-prima do músico "A Love Supreme".


Outro quadrinho que fala do jazz indiretamente é o segundo volume de Jazz Maynard série policial da dupla espanhola Raule e Roger Ibáñez Ugena. Maynard é um trompetista de jazz e ladrão nas horas vagas, que mora em Barcelona, na Espanha. Acho que está disponível no Brasil, vale a pena conferir!




quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Alex Sipiagin - Mirages (2009)


Último trabalho desse excelente trompetista russo e radicado nos Estados Unidos, com uma carreira brilhante no jazz contemporâneo, atuando também como sideman de Dave Holland. Com seu estilo técnico, fraseado poderoso e veloz, mas sem perder a suavidade, que é a sua marca registrada, Sipiagin vem conquistando cada vez mais espaço, sendo um dos músicos mais requisitados de Nova Iorque. "Mirages" é o resultado de uma recente visita em sua terra natal, uma Russia diferente de tempos atrás, moderna e em constante transformação.

Confira: http://rapidshare.com/files/278267042/Mirages.rar

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Melody Gardot - Worrisome Heart (2008)


Segundo album dessa maravilhosa voz do novo jazz que aos 19 anos sofreu um grave acidente que quase encerrou sua vida, mas deu inicio à sua carreira artística. Melody Gardot foi atropelada por um automóvel quando retornava de bicicleta para sua casa. Resultado: múltiplas-fraturas na região pélvica, cervical e na cabeça. Para recuperar algumas de suas antigas habilidades cognitivas seu médico recomendou que fizesse o uso da música como terapia. Foi incapacitada, presa a um leito, onde compôs e gravou as canções do EP intitulado “Some Lessons: The Bedroom Sessions” que chamou a atenção da rádio local. Hoje, aos 24 anos, ela continua lutando contra as sequelas do acidente que a obriga a usar constantemente óculos escuros (hipersensibilidade à luz), tampões de ouvidos (hipersensibilidade a ruidos), bengala para se apoiar e um dispositivo preso a sua cintura que estimula a produção de endorfina em seu organismo, tornando suas dores mais suportáveis. O uso de elementos do Jazz, Blues e Folk em suas composições e o seu jeito suave de cantar, nos faz lembrar de outra cantora: Norah Jones.
Destaque para as belas canções: Worrisome Heart, One Day e Goodnite. Boa audição!

Confira: http://rapidshare.com/files/272746113/Worrisome_Heart.rar

Jazz Wallpapers

















sexta-feira, 31 de julho de 2009

Christian McBride - Live At Tonic (2006)

Discaço ao vivo dessa precoce lenda do baixo, que apesar da pouca idade, 37 anos, já escreveu seu nome na evolução do jazz, já tocou com feras do porte do pianista Herbie Hancock e possui um estilo agressivo, pesado e com muito groove. Esse álbum é de 2006, com McBride inspirado e com direito a versões dos standards do jazz-funk “Bitches Brew” (Miles Davis) e “Mwandish” (Herbie Hancock). Live At Tonic é um dos melhores discos ao vivo que já ouvi, McBride soube dosar tradição (nas homenagens a Miles e Herbie) e modernidade, com o uso de DJs e Hip-Hop. O álbum é triplo, são três horas e meia de duração e conta com participações especiais de Ron Blake(sax), Terreon Gully(bateria), Charlie Hunter(guitarra), Jenny Scheinman (violino) e Jason Moran(piano).

Confira:
Disco 1: http://rapidshare.com/files/262264940/Cristian_Mcbride_-_Live_At_Tonic_disc_1.rar
Disco 2: http://rapidshare.com/files/262571143/Cristian_Mcbride_-_Live_At_Tonic_disc_2.rar
Disco 3: http://rapidshare.com/files/262942457/Cristian_Mcbride_-_Live_At_Tonic_disc_3.rar

sábado, 25 de julho de 2009

Jazz and' 70s

Esse álbum abre a série de tributos as décadas de 70, 80 e 90, com clássicos do rock numa releitura jazz e nostálgica.

Confira: http://rapidshare.com/files/259983034/Jazz_and_70.rar

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Saxophone Ballads (2006)

Mais uma coletânea da série Jazzclub, dessa vez só com saxofonistas que fizeram história, como John Coltrane, Charlie Parker, Dexter Gordon, Lester Young, Stan Getz, entre outros mestres desse emblemático instrumento do jazz.

Confira: http://rapidshare.com/files/254246819/Saxophone_-_Ballads.rar

domingo, 5 de julho de 2009

Influências e Tendências

Vídeo da cena jazz em Brasília, com músicos locais, como o trompetista Moisés Alves e o pianista Serge Frasunkiewicz, na noite candanga, falando sobre o jazz, suas origens, influências e tendências.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Untinted: Sources for Madlib's Shades of Blue - (2003)


Mais um da Blue Note, revisitando clássicos de um jazz mais funk, soul e afins, como o som de Donald Byrd e Horace Silver, entre outros grooves. O petardo já começa com Gene Harris, mandando um jazz rock de primeira.
1. Shades Of Slim - Gene Harris & The 3 Sounds
2. Distant Land - Donald Byrd
3. Mystic Brew - Ronnie Foster
4. Stormy - Reuben Wilson
5. Please Set Me At Ease - Bobbie Humphrey
6. Stepping Into Tomorrow - Donald Byrd
7. Illusion - Andrew Hill
8. Montara - Bobby Hutcherson
9. Song For My Father - Horace Silver
10. Footprints - Wayne Shorter
11. Peace - Horace Silver
12. Dolphin Dance - Herbie Hancock

sábado, 27 de junho de 2009

A diplomacia nos bastidores do jazz

Dizem que na política a arte está em ser diplomático com os concorrentes e candidatos de outros partidos e esta máxima também se aplica ao Jazz. São em festivais que as várias ideologias musicais se encontram e nessas horas a diplomacia é essencial. Os grandes festivais pela Europa tem celebrado encontros entre músicos renomados e a nova geração dando ao público uma idéia do que se anda a fazer em termos de jazz no momento. Da terrinha um exemplo recente foi o festival de Jazz de Coimbra (24 maio a 6 junho) que destacou o encontro diplomático entre o multi instrumentista americano Joe McPhee e o jovem trompestista alemão Matthias Schriefl.

Nascido na Flórida em 1939, McPhee é um dos nomes citados quando se fala na cena free jazz. Amigo pessoal de John Coltrane teve a oportunidade de estar com ele num quarto de hotel no dia anterior a morte de Coltrane, um adeus premeditado pelo destino. Apesar da cena free jazz focar muito na tríade Coleman, Davis e Coltrane, McPhee foi tão importante quanto, porém menos conhecido em relação aos outros. Atualmente ele e Ornette Coleman são as duas lendas vivas daquele movimento Free dos anos 60.

McPhee é um músico que sempre preservou o espírito da livre improvisação sem estar preso ao formalismo acadêmico estético. Nas suas atuações solo de trompete e sax há um esforço do músico em sequenciar temas pessoais, procurando variar entre sonoridade ritma e melódica. McPhee é também bastante místico em suas atuações. Costuma misturar silencio e sonoridade, uma filosofia adotada por ele muito em função da sua experiência e também pela convivência com a acordeonista Pauline Oliveros. Além das atuações solo, McPhee toca com Peter Brotzmann com quem divide a seção melódica nos Chicago Tentet, um dos melhores projeto estilo free avant-garde na minha opinião.

Quanto ao jovem trompetista alemão Mattias Schriefl de talento solo notório dizem que ele ainda está por amadurecer uma relação sólida com o seu instrumento e por isso tem divergido opiniões dos críticos de jazz.

O seu quarteto ShreePunk formado por outros jovens entre 20 e 30 anos é um projeto onde nem sempre daquilo que tocam é classificável de jazz, há pouco diálogo entre os músicos pouca percepção da sincronia ritmica e melódica. Mas, Mathias Schriefl é um músico muito dedicado aos estudos do trompete e já ganhou vários prêmios. Quando sozinho vai muito além daquilo que se vê em palco com seu quarteto. É unânime que Matthias Schriefl venha a ser promissor no trompete se continuar a evoluir no instrumento e principalmente no seu conceito não musical e não jazzístico.





http://www.joemcphee.com/
http://www.myspace.com/shreefpunk

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cool Jazz (2006)

Excelente coletânea do selo Verve da série Jazzclub, com Miles Davis, Art Farmer, Chet Baker, Stan Getz, Gerry Mulligan, entre outros mestres do cool jazz.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Aaron Parks - Invisible Cinema (2008)

Fabuloso pianista norte-americano, Aaron Parks é um dos preferidos do trompetista Terence Blanchard, com o qual já gravou vários álbuns, inclusive o vencedor do Grammy de 2007 de melhor disco de jazz, "A Tale of God's Will (A Requiem for Katrina). "Invisible Cinema" é o seu último trabalho, foi lançado em 2008 pelo selo Blue Note, e conta com o baixista Matt Penman, com o baterista Eric Harland e com o guitarrista Mike Moreno.

Confira: http://rapidshare.com/files/243378955/Aaron_Parks.rar

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O fabuloso destino de Tom Harrell


Ele é considerado por muitos um gênio em termos musicais. Possui uma habilidade de compor ao vivo solos em escalas e notas nunca antes ensaiadas com numa velocidade fora do comum. Ele é Tom Harrell, trompestista norte americano nascido Illinois. No seu currículo musical tocou com Dizzy Gillespie, Lionel Hampton, Horacer Silver, Bill Evans entre outros. A sua maestria em soprar o trompete e o seu status de band leader são atributos reconhecidos, mas é a doença de Tom que o particulariza no universo jazz.

Tom Harrell sofre de esquizofrenia paranóica há mais de 20 anos. A maneira como a doença se manifesta é psicológica, um distúrbio mental que o faz ter medo e fobia de pessoas e vozes e isto explica a sua performance em palco. Quem não o conhece e o ver tocar pela primeira vez no mínimo acha estranho aquele homem de mais de meia idade a tocar de maneira autista e isolada. Sua performance chega ser teatral: Enquanto os outros musicos interagem ele se isola no palco, fica imóvel. Quando chega a sua vez de solar se aproxima do microfone e o faz, no final se isola outra vez. Harrell não se comunica verbalmente com os músicos da seu banda, a comunicação é musical. Harrell tem medo de ouvir vozes e entrar em paranoia, tem medo de que os outros não queiram mais ouvir tocá-lo e por esta razão as vezes nem passa muito tempo em palco.

No palco existem riscos de Harrell manifestar algum surto ( mas não é sempre) o que consequentemente o faz imobilizar. Foi o que aconteceu na sua última perfomance em Itália no festival de jazz de Vicenza. Harrell dividiu o palco com o pianista italiano Dado Moroni, em concerto espetacular onde o diálogo entre os dois fruiu muito bem, mas, os aplausos do público por alguns momento fez Harrell ficar imóvel, sem reações aparente.

Apesar dessa particularidade, Tom Harrell é um músico de jazz por excelência. Começou a tocar aos oito anos de idade inspirado por Dizzy Gillespie. Harrell divide a sua vida entre a música e os medicamentos que toma para controlar esse distúrbio. É bastante filosofico ao refletir a sua arte: "I like to think of my music as a play of colors over a rhythm” he has said: “it’s like inviting the listeners to visit an art gallery to view an exhibition of various paintings. We express our feelings through timbres and colors within our world of sense, so as to then transcend them and enter the spiritual dimension”.

Assim como qualquer outro músico respeitado de jazz, Harrell é bastante ativo com uma agenda cheia de shows pelos Estados Unidos e Europa. A sua doença não parece ser um obstáculo, mas o jazz é a sua cura e a música o seu fabuloso destino.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Cannonball Adderley - Somethin' Else (1958)

Somethin' Else é um dos maiores álbuns de jazz de todos os tempos, ficando atrás na minha humilde opinião de somente um disco, do clássico "Kind Of Blue", do grande trompetista "Miles Davis", que inclusive participa dessa sessão como convidado, e literalmente rouba a cena. O saxofonista Cannonball Adderley assina o álbum como lider, e não decepciona, mas é Miles que dá um verdadeiro show, chamando toda a atenção para o seu trompete. O álbum também conta com o pianista Hank Jones, com o baixista Sam Jones e com a maravilhosa bateria de Art Blakey.

Confira: http://www.mediafire.com/?qdmmztyujyy

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O scat de Zorn e a fuga de Caine

Vicenza Jazz Festival, Italia


Quando Louis Armostrong gravou em 1926 o albúm Heebie Jeebies popularizou no universo Jazz a técnica vocal do "scat" que consiste em produzir sons onomatopeicos sem nenhuma estrutura de frase. Quase um século depois o saxofonista americano John Zorn , nas recentes performances duo com o pianista Uri Caine, parece querer reviver esta técnica no saxofone e mostrá-la enquanto parte integrante do seu universo estilístico.

Zorn é um personagem da música que interpreta vários papéis. Houve um tempo em que ele era conhecido como o músico das homenagens em função dos albúns News For Lulu, Spy vs. Spy e The Big Gundown cujo trabalho foi o de revisitar músicos como Kenny Dorham, Hank Mobley, Sonnie Clark Freddie Redd, Ornette Coleman e Ennio Morricone. Noutros tempos Zorn mostrou dar voltar na cena pós avante garde explorando sonoridades noise, metal, grind core, hard rock.

Nos recentes concertos que tem feito pela Europa desde o ínicio do ano com pianista norte-americano Uri Caine, Zorn tem levado a sua criatividade interpretativa ao extremo. O seu cartão de visita tem sido a sua técnica peculiar de extrair sons de notas não identificadas resultados de sopros rápidos, descontínuo e desordenados. Essa curiosa combinação muitos tem chamado de scat no sax, coisa que Zorn não fazia desde os tempos dos albúns Cobra (1987) e Lacrosse (1977,2000), por exemplo.



Uri Caine apesar da sua formação clássica, regra para quase todos os pianistas, procurou ao longo de sua carreira liberta-se dos arranjos tradicionais revisitantando à sua maneira Mahler, Wagner, Beethoven, Bach e Schumann. As obras do compositor clássico Gustavo Mahler conseguiu dá um toque Jazz num albúm que gravou em 1997.

Caine é um músico eclético e reiventador da música clássica, mas quando se junta a Zorn parece viver intensamente a sua liberdade interpretativa no jazz revisitando aquilo que sabe e inventando aquilo que quer. No palco Zorn e Caine demonstram ser uma combinação perfeita, com o espaço para o diálogo e também para singularidade interpretativa dos músicos.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

7º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival

Apontado como um dos melhores festivais do gênero no país e considerado um dos melhores festivais de jazz do mundo, de acordo com o ranking da revista Down Beat - a bíblia do jazz. O "Rio das Ostras Jazz & Blues Festival" chega à sétima edição. O festival acontece de 10 a 14 de junho em Rio das Ostras, balneário a 170 km do Rio de Janeiro. Os shows são gratuitos e acontecem em três palcos: Praia da Tartaruga, Lagoa de Iriry e na Cidade do Jazz e do Blues, em Costazul.

A programação de shows para esse ano traz artistas consagrados como:

Spyro Gyra
John Hammond Quartet
Coco Montoya
The Bad Plus c/ Wendy Lewis
Rudder
Jason Miles - Tributo à Miles Davis
Duofel c/ Fábio Pascoal
Pau Brasil
Jefferson Gonçalves Blues Band
Ari Borger
Big Time Orchestra
Orquestra Kuarup

Histórico do festival:

O Rio das Ostras Jazz & Blues é considerado um dos melhores festivais de jazz do mundo, em 2007 o festival reuniu na Cidade do Jazz e do Blues, em Costazul, um público de aproximadamente 60 mil pessoas, e contou com músicos internacionais consagrados e representantes da nova geração, como Roben Ford, Ravi Coltrane, Roy Rogers, Michael Hill, Stefon Harris e Soulive.

Entre os artistas nacionais, o destaque ficou por conta de feras como Hamilton de Holanda, Dom Salvador, Luciana Souza, Romero Lubambo e Naná Vasconcelos. A Dixie Square Jazz Band, liderada por Marcos Vital, entusiasmou o público e percorreu os principais pontos da cidade, executando standards do jazz de New Orleans.

Outros artistas que já passaram pelo festival:

Jonh Scofield
Mike Stern
Stanley Jordan
Kenny Brown
James Carter
Jane Monheit
Márcio Montarroyos
Yamandú Costa
Egberto Gismonti
Wagner Tiso
Ithamara Koorax
Léo Gandelman

O 7º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, além dos shows nos palcos de Costazul, Tartaruga e Lagoa do Iriry, traz novamente a festejada Dixie Square Jazz Band, percorrendo os principais pontos da cidade e os palcos, executando standards do jazz de New Orleans, as apresentações do grupo resgatam uma tradição musical do sul dos Estados Unidos.

Outra atração é a Casa do Jazz & Blues, em Costazul, espaço onde haverá exposição de fotos e biografias dos artistas mais importantes do jazz e do blues, além da exibição de documentários sobre música. A infra-estrutura de Costazul contará, além do palco principal, com uma praça de alimentação com restaurantes, um telão que transmitirá os shows ao vivo e um ponto de venda de CDs, revistas e camisetas.

Apresentando músicos experientes e jovens, tradição e inovação, técnica e improviso, o 7 º Rio das Ostras Jazz & Blues Festival revela a sofisticação melódica do jazz e a força rítmica do blues. Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 14:15 horas (Lagoa do Iriry), 17:15 horas (Tartaruga) e 20 horas (Costazul).

Tudo isso gratuito e ao ar livre, tendo o mar como pano de fundo, na Praia da Tartaruga por exemplo, o público assiste aos shows sob o pôr do-sol, o palco é montado sobre uma pedra que literalmente, invade o mar.

O entrosamento perfeito entre a música, o público e a natureza é um dos segredos do sucesso do festival.

"Em frente ao mar, vendo as ondas batendo nas pedras, eu me senti abençoado e cantei para Iemanjá", destacou Paul Toussaint, vocalista da banda Soulive, em entrevista ao jornal O Globo.

Comecem logo a se programar, pois vale muito a pena ir a um festival desse nível.

Mais informações no site oficial do festival:

http://www.riodasostrasjazzeblues.com/pt/index.php

domingo, 26 de abril de 2009

Wes Montgomery - Talkin' Verve: The Roots of Acid Jazz


Essa coletânea reune as melhores músicas desse grande guitarrista de jazz que foi referência para guitarristas como George Benson, Pat Metheny entre outros.

Wes Montgomery desenvolveu um estilo único de dedilhado com o polegar, sem usar a palheta, que se tornaria a sua marca registrada, bem como um modo de tocar em oitavas, o que tornava a sua guitarra mais expressiva e melodiosa.

Muitos guitarristas do jazz atual nomeiam Wes como uma das suas principais influências, ele definiu aquela que viria a ser a sonoridade clássica da guitarra de jazz nos anos 60. Destaque para as faixas "Bumpin On Sunset" e "Bumpin".

Confira: http://rapidshare.com/files/225831355/Wes_Montgomery_-_The_Roots_Of_Acid_Jazz.rar

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O jazz do além-mar

Brasil não é só Samba e Portugal não é só Fado. Do outro lado do atlântico aquele que é considerado o nosso país irmão em termos de língua portuguesa, há muitos anos mantém uma conexão ativa com o jazz e continua ainda hoje a reunir esforços para garantir presença no circuito europeu.
Mas o beat americano em Portugal não chegou por acaso. Em 1971 Quando Miles Davis pisou pela primeira vez em terras lusas para tocar no Cascais festival, ele veio pelo intermédio de Luís Villas-Boas, figura chave na propagação do jazz neste país. Foi ele que abriu portas à imigração do jazz, primeiro através do programa "Hot Clube" estreado em 1945 e trasmitido pela emissora Rádio Clube Português e depois através de concertos e festivais que realizou, sendo o mais promissor deles o festival de Cascais estreiado nos anos 70, resultado de uma parceria com o produtor musical do Jazz Newport na época George Wein.
No rádio Villas-Boas costumava não só apresentar uma seleção musical apurada. Dedicava-se também a educar jazzísticamente o ouvinte, onde explicava, por exemplo, o que era o boogie-woogie e o jazz-samba. Enquanto escritor procurava desmitificar o racismo de alguns portugueses que costumavam desvalorizar o jazz e associà-lo a música de "pretos"*.
Desde 1945 quando se ouviu falar no primeiro programa jazz em Portugal até o ano de sua morte em 1999 foram mais de 50 anos dedicados a este estilo. No decorrer deste percurso Villas-Boas encontrou outros parceiros que merecem ser mencionados: João Braga, Hugo Lourenço e Duarte Mendonça. Este último trouxe para Portugal mais de 1000 músicos de jazz ao longo dos festivais Cascais Jazz, Galp Jazz e selou a iniciativa do Projazz.
Hoje quem visita Portugal, em especial Lisboa, nota que o circuito atual do jazz passa muito pelas contribuições deixadas por Villas-Boas. O "Hot Clube" primeira casa de jazz sediada na capital, que completa este ano o sexagésimo primeiro aniversário, já foi palco para muitos músicos europeus tocarem. Além disso mantém a Escola de música por onde passaram nomes do jazz português, a exemplo de André Sousa Machado, Bernardo Moreira, Carlos Martins, Filipe Melo, Laurent Filipe, Mário Laginha e Maria João.
Quanto aos festivais, Portugal está bem servido. Praticamente existem festivais nos principais estados como Braga, Guimarães e alguns de nomes como o Xôpana Jazz, Estoril Jazz, Angra Jazz, Jazz em Agosto este sediado em Lisboa. Para além do festivais a gravadora Clean Feed, a revista Jazz.pt, blogs e sites complementam o universo luso jazzístico.
Mas o beat americano nas terras de Dom Pedro I e Marquês de Pombal divide opiniões quando o assunto é definir uma identidade para o jazz português. No caso do Brasil, quando se fala em jazz há uma associação nítida por parte dos músicos e também dos críticos em mencionar a Bossa Nova, Música Instrumental e Ritmos Regionais. Em Portugal, os músicos de jazz tendem a buscar suas identidades individuais e coletivas, no entanto, muitas vezes chegam a ficar enclausurados em si próprios.

Por outro lado, sendo Portugal um país de imigração e emigração contínua, esse mesmo fluxo antropológico também ocorre no jazz. Há muitos músicos portugueses que vão encontrar o jazz no "gumbo" americano e muitos músicos americanos e europeus que vão para Portugal trocar experiências. Nesse sentido, a discussão em torno do jazz tocado em Portugal passa pelo intercâmbio cultural, fluxos e influxos onde a caracterização da identidade tende a ficar mais longe, o que não significa menos original.
* Do livro "O Jazz Segundo Villas-Boas" de João Moreira dos Santos.

sábado, 18 de abril de 2009

Marcus Roberts - The Collected (1998)


Pianista preferido de Wynton Marsalis, com o qual já gravou dezenas de álbuns, Marcus Roberts é como seu mentor, tradicionalista ao extremo quando o assunto é jazz, tem o estilo clássico dos pianistas dos anos 40 e 50, e um talento fora do comum, ainda mais por se tratar de um pianista cego, mal que adquiriu ainda muito jovem.

Além de tocar e gravar constantemente com Marsalis, ele mantém seu próprio trio desde 1993, e possui uma vasta e bela discografia solo desde 1988, quando gravou seu primeiro álbum, "The Truth Is Spoken Here".

Também atua diretamente no Jazz Lincoln Center em NY, um centro cultural criado e fundado por Marsalis, onde participa na maior parte das atividades como compositor, intérprete ou professor.

Participou recentemente com o seu trio em um concerto memorável com a Orquestra Filarmônica de Berlim, uma das mais conceituadas do mundo, e regida pelo maestro Seiji Osawa, esse grande encontro do jazz com a música clássica aconteceu ao ar livre, e para milhares de pessoas, que ficaram fascinadas com as improvisações de Roberts (A Gershwin Night -2003)

The Collected é uma ótima coletânea com o melhor desse grande pianista, com músicas de 88 a 97, inclusive com o formidável trompete de Marsalis em algumas faixas. Boa Audição!

Confira: http://rapidshare.com/files/222819687/Marcus_Roberts_-_The_Collected.rar

terça-feira, 14 de abril de 2009

Fabinho Costa - Performance (2007)


"Performance" é o primeiro trabalho solo e independente desse competente trompetista recifense, que com muita sofisticação e simplicidade, vem conquistando espaço no cenário de música instrumental do Brasil e do mundo.
Fabinho Costa já tocou e gravou com grandes músicos brasileiros e internacionais, tais como Sivuca, João Donato, Paulo Moura, Di Stéffano, Kenny Brown, Andrew Scott Potter entre outros, é já participou de inúmeros festivais, com destaque para o Montreux Jazz Festival de 2007 na Suíça.
Com esse delicioso álbum, que vai do jazz-funk ao blues, sem perder a brasilidade, ele se coloca de vez entre os melhores trompetistas do país. Dono de um talento nato, e com um toque muito refinado, cheio de suingue, esse jovem e promissor trompetista não poderia ter uma estreia melhor, e com uma banda de primeira, com direito a participações especiais do grande baixista Arthur Maia e do Maestro Edson Rodrigues no Sax Alto.
Fabinho abre o disco com um trompete nervoso e técnico, depois cai num jazz-funk gostoso, e tudo isso apenas na primeira faixa do disco, "Funk Davis", numa clara homenagem ao grande Miles Davis. Destaque também para a lírica "Vida Maria", e para as sensacionais "Spião", com o baixão de Arthur Maia arrepiando, e "Mister Tony" com o sax de Edson Rodrigues.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Rick Braun - Body And Soul (1997)

Para quem curte smooth-jazz é essencial conhecer esse excelente trompetista, Rick Braun tem todos os requisitos de um virtuose do trompete, possui uma sonoridade limpa e impecável, com um fraseado simples e objetivo. Esse disco é de 97 e conta ainda com a participação do grande saxofonista Boney James, grande parceiro de Braun, destaque para as faixas "Notorious", "Dark Eyes" e "Angel". O som é muito relax e o cara toca muito, lembrando muito Miles Davis nos seus últimos trabalhos.

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Jazz

Jass, Jas, Jaz, Jasz, Jazz - A palavra é tão enigmática quanto a música, são quatro letras, e sua origem etimologica se perde em lendas, aparecendo impressa pela primeira vez num jornal da Califórnia em "1914".
Existe muita discussão e várias versões sobre o significado da palavra “JAZZ”, alguns defendem sua origem num termo africano, cujo significado seria "acelerar", outros dizem que vem do francês “JASER”, cujo significado seria “falar coisas indiscretas, tagarelar”.
Quanto ao ritmo, foi criado pelos negros americanos em Nova Orleans por volta do ínicio do século XX, tendo na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam, um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes.
Sua principal característica é a "improvisação", claramente seu elemento essencial, com músicos interpretando de forma peculiar, variações de uma mesma música, nunca a tocando exatamente da mesma forma mais de uma vez, e dependendo do humor e da experiência pessoal do intérprete, da interação com os outros músicos, ou mesmo com o público, ele pode alterar melodias e harmonias da maneira que achar melhor, com total liberdade de criação e com diferentes possibilidades musicais.
Considerado o gênero musical mais importante do século XX, o jazz não é só um ritmo sofisticado e dinâmico, é também um estilo de vida, e como na vida real, não para de inovar, improvisando fusões numa busca constante pelo novo.
Texto baseado no livro "O Que É Jazz " de Roberto Muggiati

domingo, 29 de março de 2009

Horace Silver - Song For My Father (1964)


Clássico desse autêntico pianista hard-bop e mestre do soul-jazz, que nos anos 50 tocou com Stan Getz, Miles Davis, criou os Jazz Messengers com Art Blakey, e deu início a uma carreira brilhante de mais de cinco décadas dedicadas ao jazz. A música título é dedicada ao pai de Horace Silver, e impulsionou as vendas do álbum, sendo o de maior vendagem do pianista.

sexta-feira, 27 de março de 2009

The RH Factor - Hard Groove (2003)

Primeiro trabalho do excelente projeto paralelo do trompetista Roy Hargrove, o RH Factor destila um funk-soul-blues de primeira linha, o toque de jazz fica por conta do trompete cool de Hargrove. Destaque para as faixas "I'll Stay" e "Forget Regret".

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Democratização da Música


A música foi criada pelo homem há milhões de anos, com instrumentos feitos de pedra, madeira e ossos, como xilofones, tambores de tronco e flautas. E desde estão ela vem passando por diversas tansformações e aperfeiçoamentos musicais, estando em constante evolução, tanto na maneira como é produzida, como na maneira que é executada, pois não faz muito tempo, levando em consideração o remoto tempo da criação da música, que o homem conseguiu captar e gravar os sons por ele produzidos.

Antes do advento das gravações, ouvir música implicava em sair de casa e reunir-se com outras pessoas para apreciar uma execução única de uma obra musical, ou seja, a audição das músicas era feita ao vivo, e só podia ser apreciada nas apresentações dos músicos. Com a era do rádio, as pessoas passaram a poder ouvir música em casa, devido as apresentações realizadas especialmente para esse fim, mas foi só de uns tempos pra cá, com a criação de diversos formatos de gravação, que passamos a poder adquirir e ouvir música a qualquer momento, e de maneiras distintas, seja solitariamente, ou em grupo de pessoas, podendo também levá-la para onde quiser, devido a sua portabilidade.

Sou a favor da democratização da música, devendo as pessoas poderem optar por comprar ou não, e em qual formato desejarem, podendo também compartilhar livremente com quem quer que seja, tanto por meios fisicos, como digitais, proporcionando assim um acesso verdadeiramente democrático para todos, pois um bem cultural e intelectual como a música, que exprime tantos sentimentos, emocionando e causando reflexões, deveria ser considerado um patrimonio cultural da humanidade, de domínio público, e não mais um mero produto comercializável.

terça-feira, 24 de março de 2009

Herbie Hancock - The Finest In Jazz (2007)

Coletânea com os maiores hits desse grande pianista que talvez seja o mais influente na história do jazz. Herbie Hancock tem uma carreira sólida e bem diversificada, ganhador de vários Grammys, ele soube acompanhar as mudanças do seu tempo, ajudando a moldar novos caminhos para o jazz, como a criação do fusion, vertente que mistura o jazz com outros ritmos, como o rock e o funk. Ele fez parte do célebre quinteto de "Miles Davis" nos anos 60, e já tocou com quase todos os grandes nomes do jazz. Como lider tem uma vasta discografia, com músicas que viraram verdadeiros standards do jazz, como a clássica "Cantaloupe Island", presente nessa coletânea, e que todos puderam conhecer através da propaganda da "Coleção Folha Clássicos do Jazz" da Folha de São Paulo, pois ela foi usada como música de fundo. Conhecer e apreciar Hancock é indispensável para qualquer iniciante ou fã de jazz, pois seu swing é único, e a paixão e o feeling com que esse grande músico toca o seu piano, é uma experiência transcendental.

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sábado, 21 de março de 2009

Carla Bley - The Lost Chords find Paolo Fresu (2007)

Maravilhoso álbum dessa sofisticada senhora de 72 anos, que conserva e renova a criatividade, o humor, a irreverência e a arte que fizeram dela uma figura exponencial do jazz contemporâneo, como compositora, arranjadora, chefe de orquestra, pianista e líder do precioso conjunto The Lost Chords. A norte-americana Carla Bley é uma excelente pianista e nesse magnífico álbum ela ainda conta com a participação do grande trompetista italiano Paolo Fresu, que sem sombra de dúvida foi uma das maiores revelações do trompete no jazz contemporâneo. O álbum é de um lirismo impressionante, muito sofisticado e melódico, com nove temas melancólicos, porém muito bonitos e encorpados com o trompete de Fresu.

quinta-feira, 19 de março de 2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Don Byron - Ivey-Divey (2004)


Excelente álbum de um dos mais importantes clarinetistas do jazz, com participação do pianista Jason Moran e do baterista Jack Dejohnette. É um dos melhores trabalhos desse versátil multi-instrumentista que além do clarinete também toca todos os tipos de sax. Ivey-Divey foi lançado em 2004 pela gravadora Blue Note.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Chet Baker - White Blues (1996)


White Blues é uma das melhores coletâneas desse grande trompetista e cantor que marcou época. Chet Baker influênciou até a bossa nova de João Gilberto com o seu jeito suave de cantar, foi o grande nome do cool jazz, e é considerado por muitos o número dois do trompete ao lado de Miles Davis. Conheceu o sucesso depois de um convite de Charlie Parker (Bird) em 1951 para uma série de apresentações, dizem até que depois dessas apresentações Bird teria ligado para seus amigos e também trompetistas, Miles Davis, Dizzy Gillespie e Lee Morgan, e teria dito para eles se cuidarem, pois um branquelo da Costa Oeste em breve iria engoli-los.

O talento de Chet logo o transformaria num ídolo, um ícone do jazz, mas devido ao seu envolvimento com as drogas, teve muitos problemas e logo sua vida e sua carreira entraria em profunda decadência, culminando em sua morte em Amsterdã de forma trágica e misteriosa na madrugada de 13 de maio de 1988, quando despencou da janela de um hotel. Até hoje resistem muitas controvérsias sobre a causa de sua morte: suicídio, assassinato ou acidente? A verdade sobre sua morte virou um dos maiores mistérios da história do jazz, mas uma coisa podemos afirmar com precisão, a de que o legado deixado por esse gênio do trompete, o transformou em lenda e o imortalizou.

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Lendas do Piano Jazz

Lendas do piano jazz e sobre os músicos de jazz que atravessaram décadas e ainda têm histórias para "tocar"? A lista é grande mas limitada, curiosamente os pianistas são maioria entre os sobreviventes: Herbie Hancock, David Brubeck, Chick Corea, Keith Jarret, McCoy Tyner...seria o piano menos nocivo aos músicos de jazz? se Charlie Parker tivesse sido um pianista será que ele ainda estaria vivo?

Mas, afirmar que o piano seria menos nocivo do que outros instrumentos tem algo de verdade, de acordo com relatos de alguns estudiosos do jazz, o piano simbolicamente não fazia parte do estilo já que o instrumento esteve ligado às elites brancas européias e americanas, e lá pelos anos 20, 30, somente as familias nobres possuiam piano em casa.

Alguns crioulos sabiam tocar piano e em parte eles foram os responsáveis por introduzir o piano no jazz. Antropologicamente falando, alguns dizem que o jazz , a música jazz ligada ao nome, nasceu da mistura entre negros e crioulos, já que com a Lei de Jim Crow (que trata de introduzir o apartheid americano) os crioulos passam a ser considerados negros, libertam-se musicalmente e juntam-se aos negros para improvisarem e tocarem aquilo que se chamaria jazz.

Conta a história que muitos músicos negros não encontravam no piano a sua identidade jazz, que segundo eles estariam nos instrumentos de metais. É no sax ou no trompete que para eles existe uma maior proximidade, maior liberdade do jazzman. Sem falar que os intrumentos de sopro no jazz, a respeito do piano, são melódicos, o que contribui para uma exploração de um feeling pessoal no hora de tocar o instrumento, tornando-o músico por alguma razão mais nostálgico.

Mito ou conspiração, isso pode explicar o porquê alguns jazzman se drogavam mais do que outros, eram mais nostalgicos e deprimidos do que outros, enfim, talvez se não Freud, mas Chet Baker explica.

Por Flávia do blog En Passant





http://enpassando.blogspot.com/

terça-feira, 10 de março de 2009

Jazzistic (2008)


Primeiro álbum desse quarteto italiano que tem como lider o saxofonista Marco Turani, eles alternam entre o jazz tradicional em algumas faixas, a um jazz-fusion, com direito a uma versão nu-jazz do standard Round Midnight. Acaba por agradar a gregos e troianos pelo vasto universo jazzistico que o quarteto explora.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Kenny Dorham - Una Mas (1963)



Álbum espetacular de Dorham, acompanhado além de sua banda, do pianista Herbie Hancock e do Saxofonista Joe Henderson , é o clássico desse grande trompetista bebop que já tocou com Charlie Parker e com os Jazz Messengers de Art Blakey. Una Mas (One More Time) foi lançado em 63 pela Blue Note.

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